Ser feliz e mais nada!

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Por Carolina Mendes

Eu tenho tentato por vezes me tornar uma pessoa melhor a cada dia. O problema são as pessoas, pessoas que no meio do caminho tentam sugar minha energia. Isso sim é um empecilho, advindo do verbo empecer, que segundo o dicionário, provoca prejuízo, prejudica, causa impedimentos, dificulta.

Ser uma pessoa melhor me faz pensar em como no fim das contas, se é que teremos contas neste plano tão prometido, somos todos iguais. Homens, mulheres, homosexuais, transexuais, seja criança, jovem, velho, é tudo farinha do mesmo saco.

Com o tempo você ensina e aprende diariamente com o seu passado. E aprende também que quem entrou na sua vida nos últimos anos pode não compreender certas coisas, causando desentendimentos desnecessários. Mas como sua consciencia é sábia, sabe deixar escondidinho no passado o que te incomoda, assim como sabe renovar-se a cada dia se assim for preciso.

Sinto falta do companheirismo de todas as horas, das gargalhadas, das promessas tentadoras de vender côco na praia, dos planos mirabolantes de ganhar na mega-sena e sumir do mapa.

Sinto falta do amor sem fronteira, dos beijos molhados, das pernas entrelaçadas, suadas. Das noites em que cansei de contar as estrelas do céu. Das noites bebendo sem parar. Das baladas. Dos amigos. Da família reunida. Da falta de compromisso.

Pensando bem, eu só quero mesmo é ser feliz e mais nada!

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Esta não é a sua vida

Esta é uma produção do cineasta brasileiro, Jorge Furtado, uma recomendação do Professor Valdir Boffetti de telejornalismo da Universidade Metodista.

Documentário de 1991, sobre a vida de Noeli Joner Cavalheiro. Noeli mora num subúrbio de Porto Alegre, é dona de casa e tem dois filhos. Nasceu numa cidade do interior, foi pra capital, trabalhou numa padaria, casou. Noeli  tem 1 m e 58 cm, pesa 54 kg. É uma pessoa comum. Mas não existem pessoas comuns.

Bem vindo 7º Semestre!

Tô com saudade de uma coisa que eu não sei o que é

Pensando bem, eu deveria me dedicar mais ao meu blog mesmo. Escrever me causa uma sensação de nostalgia tão gostosa, não importa sobre o que seja. Afinal, os anos passam tão depressa que quando você menos se dá conta… ele realmente passou, e se você não seguiu a linha de tudo aquilo que você almejava para um futuro tão próximo, sinto lhe dizer, mas os anos passam realmente de pressa, e um dia vai bater uma saudade de tudo aquilo que você viveu, sendo eles bons momentos – ou não – é tipo uma sensação estranha que você não vai saber do que exatamente você sente falta.

Por isso eu resolvi escrever um e-mail, no qual pretendo receber só daqui a dez anos. Independente do quão ridícula eu pareça ser. Aliás, se eu fosse parar pra pensar no que eu me tornei desde os meus 14 anos (á dez anos atrás) eu descreveria essa época da minha vida como mais ou menos. Prefiro muito mais meu hoje. Não que eu não tenha aproveitado, aliás, aproveitei sim, bastante. Mas nada como estar no auge dos meus vinte e poucos anos. É a idade do tudo ou nada, anos onde tudo de mais marcante vai acontecer na sua vida, e tudo vida vira um parque de diversões, muitas emoções já diria Roberto Carlos.

Eu era sapeca, magrela, boca de lata, vira lata, vara de cutucar estrela, trave de gol, era cada uma que inventavam que imaginem só me zuavam tanto (sim me zuavam muito) que diziam até que eu limpava os fios da TV que chegava na casa dos vizinhos por dentro. Não que eu fosse tão magrela assim, mas simplesmente porque imagino que todos queriam tanto chamar a atenção da “menina dos olhos” (era assim que a minha BBF me chamava a Camila Bassi, tenho tantas saudades dela). Eu chamaria isso nos dias atuais de bulling, mas como naquela época isso não era moda enfeitar apelidos com nomes estrangeiros, eu me conformava com essas conotações ridículas mesmo.

Não tem como lembrar da Camila sem lembrar do nosso primeiro porre. Nosso não, o meu primeiro porre de vinho que ela teve que cuidar de mim. Eu nadava no mar verde (grama do quintal da minha casa). Dizia que ia me jogar da janela do quarto pra quicar no toldo debaixo dele e voar no vizinho. Hahahahah, que babaca, nunca tive coragem.

Mas saudades mesmo eu sinto das cartas imensas que escrevia ás minhas BBF´s – best friend forever. Teve ate um natal que gastei todo meu dinheiro em cartões pra enviar a todas minhas amigas, sem exceções (eram muitas) um Feliz Natal diferenciado, vejam só e pelo correio. Hoje em dia nem se usa mais esse trem. Tinha amiga que eu só me comunicava por carta, como foi o caso da Camila, da Bia (que reencontrei agora depois de 6 anos separadas) e da Mari. As outras escapuliram no túnel do tempo pra nunca mais.

Que pena que saiu de moda. Era muito mais divertido desenhar nos papéis de carta, botar pingos diferentes nos I´s, desenhar as inimigas, as professoras e até mesmo nossos pais que insistiam em negar tantas coisas (xiiu segredo? Coisa de adolescente, a gente sempre quer mais do que pode, eu sei… agora eu entendo) colar adesivos, juntar fotos e tranqueiras tudo num envelope só e ter o trabalho de ir até o correio só porque me lembrei de você amiga, isso sim é amor de irmã. Sem contar as amigas do colégio que tinham sempre um bilhete na manga pra animar a aula. Dessa época me lembro da Amanda – Mandy, da Mayara, da Milena, da Marjorie, da Luciana, da Talita, da Hilana – que acaba de dar a luz á Larinha linda, da Car Carrrrrrr , da Camila irmã da Carr, da Rê, da Ninna, da Amanda Pipoka, dos meus amigos roqueiros: Alex,  Cassio e Rodrigo que me levavam cd´s ótimos que eu curto até hoje. (Que saudades!).

A modernidade facilita o acesso à vida alheia, mas também tira o brilho da esperança de receber uma resposta daquela carta linda que eu muito me esforcei pra chegar justamente no dia do seu aniversário. É tinha essa ainda, pra chegar no dia era preciso fazer as contas e rezar pro correio não atrasar.

E minhas primas. Essas foram e são presentes até hoje. A gente dividia tudo desde a escova de cabelo até as váaarias bonecas e brinquedos que a gente tinha. Não tinha essa de criança mimada que quer ter tudo só pra si. Era chegar uma data de ganhar presentes e a gente já se organizava pra pedir coisas diferentes pra ter de tudo um pouco. E quando inventamos de querer patins. Nossa, imagine um joelho que sofreu. O meu. Eu já era tudo aquilo que eu citei acima – vara de cutucar estrela, boca de lata, o cão chupando manga (brincadeira) – andar com o joelho estourado não era nada além do normal. E os furúnculos imensos que a minha pele insistia em adotar como seus e de mais ninguém? Pois é, atrás disso ainda vinha piolhos e lêndeas, mas isso eu deixo pro próximo post.

Só pra relembrar minha banda predileta desde esses tempos de menina, boca de lata que tem tudo a ver. Boa noite.