Unidos pela Música

Por Carolina Mendes

Eis que surge na década de 60, no auge das mobilizações e movimentos de contestação social uma nova era de jovens, cheios do espírito libertário, voltado para o antissocial aos olhos da massa conservadora, onde a cena underground encontra espaço para expressar sua arte resguardada, relacionando-se á produções musicais, artes plásticas, literatura ou qualquer forma de expressão artística da cultura urbana contemporânea.

Esta transformação de comportamento e atitudes retrata a realidade cotidiana da era Hippie que despontava na América Latina, na Europa e principalmente nos EUA, em consequência de um sentimento generalizado por grande parte dos jovens, principalmente da sociedade americana, que se encontravam afligidos após a Guerra do Vietnã (1961 a 1974). De 2.300.000 soldados que serviram o exército, 58.203 morreram e 303.635 voltaram feridos.

As pessoas buscavam por novos valores, buscando refugio de atitudes políticas pós guerra, caracterizados pela não violência e otimismo. “O rock era o canal que expressava esta ideologia, não só ‘Paz e Amor’, mas principalmente o sonho de uma nova sociedade livre, pacífica e igualitária, baseada em valores que ultrapassavam o velho sonho americano ‘material’ ”, explica Thomas Gruetzmacher, professor de produção de música eletrônica da Universidade Anhembi Morumbi.

Com o passar dos anos, esta busca incessante pelo prazer da música só tem aumentado ainda mais, subdividindo-se em “tribos” que raramente se misturam. A dança, no entanto, tem sido uma aliada dos jovens que exercitam o corpo e a alma de uma só vez, transmitindo estímulos positivos ao corpo humano.

Onde tudo começou

O marco histórico do movimento da contra cultura mais influente de todos os tempos foi concretizado com a realização do Festival de Woodstock, um grande festival ocorrido de 15 a 18 de agosto na cidade de Bethel, no Estado de Nova Iorque, em 1969. Grandes artistas foram convidados á participar desta crítica social, que consequentemente expandiu seu espaço na mídia, lançando modismos para época.

“Foi um momento de amplificação pioneira que exigiu uma nova engenharia, fato importante para história do áudio, onde muita coisa teve de ser improvisada, pois não eram esperados tantos espectadores”, explica Gruetzmacher. Originalmente, a pequena cidade estava predestinada a receber pouco mais de 186.000 pessoas, com o intuito de celebrar três dias de muita “Paz e Música”, mas as expectativas foram excedidas quando mais de 500.000 pessoas compareceram ao local, em busca de novas possibilidades.

Imensos congestionamentos provocaram o bloqueio da via expressa do Estado de Nova Iorque transformando eventualmente a área em estado de calamidade pública, devido às mínimas condições de saneamento, transporte, primeiros-socorros e um imprevisível temporal.

No mesmo ano em 6 de dezembro, os Rolling Stones apresentaram-se gratuitamente no “Altamont SpeedwayFree Festival”, na cidade de Altamont, no Estado da Califórnia, onde toda essa expectativa motivada pela geração Woodstock se perdeu e quatro pessoas foram mortas, num clima de violência nada pacífico. “John Lennon compôs nessa época a música ‘God’, em que repetia a frase ‘The dream is over’, e creio que não se referia apenas ao fim dos Beatles”, compara Gruetzmacher.

Enquanto isso no Brasil…

Enquanto essa febre dos festivais se concretizava por toda América Latina, o Brasil dava inicio ao primeiro Festival de Música Popular Brasileira, entre os anos de 1965 a 1985, revelando grandes compositores e interpretes como Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, entre outros.

O período ditatorial (1960 a 1970) marcado sob aspecto do autoritarismo e repressão em todos os departamentos culturais brasileiros era vigiado por meio de perseguição. Na música em especial surgem canções de cunho social e de protestos, que atingem grande parte da população.

Música grátis

Grandes ícones como Janis Joplin, The Band, Grateful Dead, Buddy Guy, entre outros artistas deram sequência a febre dos festivais nos anos 70 e realizaram o Festival Express, no qual atravessavam fronteiras até o Canadá apresentando mega concertos levando música de qualidade gratuitamente.

“O pensamento da contra cultura tinha o pensamento de que música deveria ser sempre de graça, já a sociedade de consumo atual comandada pelo establishment financeiro que domina o planeta engoliu esta iniciativa”, explica Gruetzmacher.

Isto porque esta geração contemporânea que chamamos de geração Y, acompanha este fluxo de informações que recebemos de geração em geração. Para a administradora Eline Kullock, especialista em estudos sobre a geração Y, e presidente do Grupo Foco, o efeito que o Woodstock causou na sociedade chamou muito a atenção porque até então não se tinha outras opções como hoje, que você lida com um leque de opções para se chamar a atenção de um jovem.

“Na realidade o que eles buscam é sempre o diferente pra criar sua identidade, se o jovem seguir tudo que já é estabelecido ele não estará criando uma personalidade própria, então tudo que for do gênero diferente ele vai se identificar e vai usar de alternativas”, explica Kullock, e completa, “então você não vai ter uma única concentração em sertanejo, em funk, em samba ou qualquer que seja o estilo musical, surgiu um gênero novo, que venha pra mostrar uma coisa nova, pode cair nas graças dessa juventude que ta procurando uma coisa nova na qual se identificar”.

Tecnologia na palma da mão

Esta autoridade tecnológica influenciada pelo uso da internet é marcada por profundas transformações. Thomas explica que a vida virtual diante de uma tela de computador absorve muito tempo e energia do usuário, os contatos que antes tinham de ser pessoais agora são através da rede, jovens solitários no seu quarto vivem a individualidade ao extremo, e a música é reflexo disto. “O software midi (Musical Instrument Digital Interface), comanda sons com o mouse, não sabem do prazer de interagir com outros músicos e mais do que isto, com pessoas em geral, esta autossuficiência individualista e solitária tem consequências em todos os aspectos comportamentais, refletindo na maneira de conduzir a existência”.

Por outro lado, esta comunicação global através da web conseguiu atingir outro patamar antes inimaginável, hoje as pessoas partilham uma livre troca de idéias, informações, torrentes, P2P, upload e download de forma ágil. A busca pela liberdade de ser diferente, que a geração dos 60 e 70 idealizava em grupo, presencialmente, hoje pode ser praticada individualmente. Sendo, “Solitários, porém solidários”, brinca Gruetzmacher.

Essa geração Woodstock, é hoje pais e mães da geração Y, portanto, trazem influencias da contracultura, um movimento que não requer qualquer tipo de liderança, seja dos seus pais, ou do seu chefe. Deste modo educam seus filhos de maneira muito menos severa que seus antepassados, em uma hierarquia menos rígida, dando mais poder a seus filhos.

Kullock avalia este comportamento de independência de forma abusiva como impresumível, pois conduz as pessoas a se isolarem da sociedade, “A criança de hoje aprende com pares, elas não precisam mais de pai ou professor para aprender, isso dá a ela certa ação de “In Power”, uma sensação maior de poder”.

Não é a toa que a campanha do Obama “Yes I Can”, foi simplesmente baseada no conceito de dar poder as pessoas, dando a sensação de que no mundo globalizado se pode tudo. “Estes Baby Boomers (filhos da Segunda Guerra Mundial,que ocasionou em uma explosão populacional), dão a sensação de uma pirâmide invertida, onde os filhos têm maior influencia nos seus pais, decidindo locais onde querem ir, e se querem ir, ninguém quer ser velho no século 21, onde as não se vê mulheres de cabelo branco, a terceira idade passou a ser chamada de melhor idade, não se tem loja para terceira idade, o negócio é ser jovem”, afirma a administradora.

Ideais confundidos com o entretenimento

Burn in Noise

“A música hoje na vida de um jovem que recebe uma carga muito grande de informações ao mesmo tempo, faz com que ele se esqueça de seus ideais, que, às vezes, eles não sabem nem quais são”. No entanto, eles buscam pelo prazer imediato, encontrado nas festas. “Eles não aguentam esperar pelo prazer futuro, é uma coisa que pra ele vai ser muito importante agora”, afirma Kullock.

Por outro lado, para o organizador de grandes shows, Ricardo Dallal, da FreePass Entertainment, o jovem que vai a um show ou festival, não busca apenas o entretenimento instantâneo, ele busca entretenimento social, algo que dure após o show. “Eles saem de casa em busca de relações humanas reais, que começam desde o momento em que o show é anunciado, os fãs buscam contato com outros fãs, e após o termino eles continuam conectados através das novas tecnologias”.

Goa trance

Na década de 1980 surge um novo estilo, originário da Índia, semelhante ao hippie que atrai viajantes, buscadores espirituais e inúmeras pessoas ligadas a manifestações de contra cultura, munidos de conhecimento técnico de produções eletrônicas.

Esta sonoridade oriental era associada a mantras indianos, assimilando a harmonia com ambientes naturais e ao ar livre.  Remetendo a ideia de que o Goa Trance nada mais era do que a fusão do velho rock´n roll ás batidas hipnóticas da música eletrônica.

Geralmente eventos como este, hoje em dia, acontecem isolados do contexto urbano cotidiano, isto inclui inclusive a ausência de sinais de linhas celulares, permitindo a imersão profunda e desligamento das questões corriqueiras, principalmente ligados a problemas do dia-a-dia.

A profundidade da convivência é uma das características mais marcantes e presentes dentro dos festivais trance. “Há necessidades humanas para as quais apenas o contato humano profundo e de qualidade traz em si a possibilidade de cura”, explica Angélica Pinotti, especialista em terapia holística, que tende a abordar o problema a ser tratado como um todo, não apenas como uma visão especializada, sendo assim, acredita-se que os elementos emocional, mental, espiritual e físico de cada pessoa formam um único sistema.

Esta livre opção fica disponível de dia e de noite, permitindo a quebra de frequência, especialmente a ligada a compromissos com horários mecânicos, como o relógio, permitindo um exercício de manifestação do livre arbítrio.

Dessa forma, os mais experientes acolhem os neófilos (que vão à festa pela primeira vez) e o direcionam a conviverem em busca do bem estar, gerando estar mais harmônico o possível consigo, com o meio e com o ambiente, para que essa sua própria postura possa se reverter em benefício de si próprio, gerando um clima capaz de suportar experiências prazerosas e enriquecedoras, segundo relatos do público dos festivais.

Nasce então uma nova religiosidade, centrada na interação harmônica de cada um consigo, com o meio e com o outro, multifocal, considerando todos os níveis e dimensões do ser, sem sacerdotes, no qual o maior mestre é o corpo. Sendo assim, o ar representa o espírito; o fogo a mente; a água os sentimentos e a terra o corpo físico.

O Festival Trance é hoje um fenômeno de ocorrência e crescimento mundial, que move e desloca pessoas de localidades distintas para seu seio, quer seja de cidades, estados e até mesmo de países distintos onde ocorre. O calendário brasileiro presume que até o final do ano ocorra 9 festivais, que acontecem nas cidades de Rio Claro, Itu, Sarapuí – SP, Belo Horizonte e Andradas – MG, Porto Alegre – RS e Curitiba – PR.

Universo Paralello - 10 anos

A Earth Dance, por exemplo, realizada dia 2 de outubro, em Porto Alegre, é uma festa que acontece em vários países ao mesmo tempo, sendo que em determinado momento, por um arranjo previamente definido, em todos os lugares e países onde ela está ocorrendo, a mesma música é tocada, representando uma única manifestação do ser humano dentro do Planeta Terra.

É uma das poucas manifestações de vivência da espécie humana existente que une pessoas independente de sua origem relacionada a país, raça, credo ou qualquer outro tipo de classificação. Deste modo não apenas o deslocamento físico costuma ser grande, mas também a mobilização energética que envolve todo o ser. A sonoridade do trance vai profundamente ao campo da vibração, além da razão e da emoção.

“Meu primeiro festival foi desses pequenos feitos por amigos de amigos para reunir toda galera no reveillon de 2005/2006, daí na sequencia do carnaval de 2006 já fui para o Trance Formation próximo á Pirinópolis em Goiás, em dezembro do mesmo ano fui para meu primeiro ‘Universo Paralello’ e desde então nunca mais parei e não pretendo parar, já tenho uma lista de festivais que quero ir até 2013”, conta Soraia Massi, a agente de viajens, que a 6 anos frequenta festivais trance.

Praia, sombra e água fresca

Atualmente um dos maiores festivais trance do mundo, o Universo Paralello, acontece na Bahia, lá o público alternativo desfruta de uma gama de entretenimentos durante 8 dias com camping a beira mar, 7 dias de música distribuídos em 4 palcos, atividades artísticas e culturais promovidas pela equipe “Circulou”, que também conta com  atividades infantis monitoradas pela equipe “Circulinho”; terapias holísticas; feira mix, onde se encontra desde roupas á acessórios produzidos por artistas locais; lanchonetes; aspersões refrescantes na pista principal; atendimento médico 24hs e chuveiros com água tratada.

Além dos serviços pagos oferecidos à parte como o estacionamento, transporte da portaria ao camping, overland (serviço de camping especializado), bares e atendimento on-line com as agências de turismo através da internet.

Durante os dias de realização do festival são apresentados cerca de 1200 artistas de todo o mundo, além do contato direto com a comunidade indígena que habita no local durante todo o resto do ano.
Este ano as organizações do UP CREW, junto a Prefeitura de Ituberá – BA, irá oferecer na sua 11ª edição, entre os dias, 28 de dezembro á 3 de Janeiro, 2 km de praia, 100 mil metros quadrados de área sombreada e água a vontade, cercados de belezas naturais.

“A intenção do festival somado á seleção de artistas renomados, com certeza é um diferencial para o público, e o mais interessante é que os nomes mais pops do festival apresentam sempre seu lado mais alternativo, havendo uma grande troca entre o público e o artista”, afirma Juarez Petrillo, um dos idealizadores das organizações UP CREW.

“Num festival consigo unir tudo que mais amo em uma viagem só: boa música, paisagens únicas, amizades eternas. Me sinto em casa num festival. Acho lindo demais toda a magia que envolve a todos no antes, durante e após um festival”, afirma Massi.

Benfeitoria musical

O ser humano que consegue extrair conteúdo das músicas que ouve transmite alegria no seu convívio, isto porque segundo a Kullock, dançar, gingar ou fazer qualquer movimento é essencial para o desenvolvimento humano. “Buscando o que você gosta, você exercita o corpo e a mente, transmitindo estímulos positivos para o corpo”, explica.

O mesmo acontece com a geração Z, nascida em meados dos anos 90, que vivenciam a multiplicidade de informação desde o nascimento, portanto, são influenciados por percepções ecológicas, sendo mais preocupados com o meio ambiente que as gerações anteriores, buscando locais que vão de encontro com seus ideais.

Uma das maiores preocupações das organizações UP CREW este ano é preparar e adaptar o local escolhido não somente para agradar o interesse musical do público, mas em oferecer também uma grande preocupação com o meio ambiente. “Este ano seremos avaliados pelo Green Awards, o selo de qualidade que avalia eventos que respeitam a questão ecológica pelo mundo todo. Trabalhar em harmonia com a natureza e fundamental para o festival”, completa Petrillo.

“Eu acredito em uma ideologia que envolve no meu estilo de vida a paixão pela música e de todos os envolvidos, na atenção dos organizadores em proporcionar um evento sempre cheio de muito simbolismo onde cada um pode interpretar de acordo com o que procura naquele momento em sua vida curtindo da melhor forma possível em total harmonia com a natureza”, Massi.

No entanto há organizações que faz pouco caso, apontando a temática envolvida como apenas alvo para atrair patrocinadores, e creem não surtir efeito significativo na sociedade após o término do evento. “Não tratamos o público com indiferença colocando temáticas sociais e conscientizadoras, isto é hipocrisia, é tratar o público como se ele não soubesse o que é certo e errado hoje em dia”, afirma Dallal.

Para Diérika Sobral, que frequenta festivais trance a 4 anos, estar em contato com a natureza é algo muito gratificante, pois foge do seu cotidiano atarefado na capital paulista. “A cada novo encontro consigo absorver algo de especial que vai além do contato pessoal, as oficinas ecológicas mudaram o meu modo de pensar, hoje tenho muito mais respeito com o Planeta Terra”.

Haight-Ashbury

Uma das esquinas mais hippies do mundo está localizada em São Francisco, na Califórnia, entre as ruas Haight e Ashbury, popularmente chamado de “The Haight”.

Esta área de imóveis e alugueis baratos foi povoada nos anos 60 com fama internacional do paraíso dos drogados, e habitat natural de músicos e grupos do rock´nroll psicodélico, e também como uma porta de entrada para o teatro de rua e todo tipo de cultura underground.

Ainda hoje é realizada a “Feira de Rua Haight-Ashbury”, onde a rua é fechada por dois palcos todo segundo domingo de junho para a realização de um mega evento bastante freqüentado e populoso, mantendo o ar característico boêmio.

Anúncios

O universo dos Perfumes

Ícones na arte de seduzir, os perfumes têm mais de 5 mil anos de história e desde a antiguidade fazem parte da arte do encontro entre homens e mulheres

Por Carolina Mendes

 

Em tempos mais remotos, quando se quer existia esse universo aromático tão amplo que conhecemos hoje, cerca de 3.000 anos a. C., homens primitivos praticavam queima de ervas para invocar seus deuses, o que explica a origem latina da palavra Perfume: Per (através) e fumum (fumaça).

Esta prática que estimulou o olfato, a visão e a audição humana, em 5 mil anos, ultrapassou diversas gerações, e agora pode ser conferido no “Espaço Perfume Arte + História” através de um acervo de mais de 500 peças históricas, entre objetos originais e réplicas, distribuídas em uma área de 210 m².

O acervo, produzido pelo Grupo Boticário em parceria com a Faculdade Santa Marcelina – FASM, tem como base o livro “Brasilessência: a cultura do perfume”, de Renata Ashcar, lançado em 2001. O espaço abrange todas as referências históricas da perfumaria nacional e internacional, com registros curiosos sobre sua produção.

Primeiro contato em terras brasileiras

“Os primeiros frascos de perfumes chegaram ao Brasil junto com a corte portuguesa e foram importados durante um longo tempo. Nossa indústria na área é bem jovem e podemos dizer que surgiu depois da década de 30”, explica Ashcar, especialista em perfumes há 25 anos.

Muitos dos frascos antigos presentes na exposição foram cedidos pelas empresas que fazem parte da história da perfumaria mundial, como é o caso da Roger Gallet, que até hoje comercializa o aroma de Napoleão Bonaparte.

“O Brasil é hoje o primeiro mercado mundial em consumo de perfumes, incrível não? Mais inacreditável ainda é que mais de 90% deste consumo é de perfumes nacionais. Ou seja, a indústria de perfumaria brasileira é bastante sólida e inovadora e, com o ingresso de mais de 30 milhões de brasileiros no mercado de consumo, estes reflexos foram rapidamente projetados no consumo de perfumes”, relata a curadora, Renata Ashcar, em reflexão sobre a forte demanda desses produtos em território brasileiro.

Para instigar ainda mais a curiosidade dos visitantes, equipamentos de alta tecnologia foram utilizados para realizar a aspersão de aromas, tornando a visita ainda mais interessante. “Através de um filme com distintos odores, é possível conhecer de forma interativa as diferentes etapas que compõem um perfume”, explica Ashcar.

Óleos aromáticos

Antigamente os perfumes eram constituídos somente de óleos aromáticos retirados diretamente da natureza, porém, preocupados com a preservação do meio ambiente e com o custo elevado das matérias- primas naturais, o álcool e a água passaram a ser adicionados na sua composição.

Processo de criação e cuidados

O especialista da fragrância internacional Drom, Eurico Mazzini, que trabalha na perfumaria há 31 anos, explica que para garantir uma vida útil mais prolongada dos diferentes perfumes, devemos evitar que seu frasco fique exposto ao calor e à luz, que é a sua maior inimiga.

Vale lembrar que o produto com data de validade vencida pode provocar malefícios como alergia, intoxicação ou até queimadura na pele. Portanto, fique atento a sinais visuais como a coloração do líquido que se tornar mais turva, densa e escura, ou ainda o depósito de partículas estranhas no fundo do frasco, que podem ser fruto de contaminação bacteriana ou fúngica. Além do odor que pode estar alterado, ou até mesmo sumir!

Relação íntima com a memória

Embora demarcada como uma arte pelos perfumistas, o trabalho de recriar ou imitar a natureza vai além dos nossos sentidos olfativos.

Criado nos Estados Unidos em 1982, o Sense of Smell Institute é um instituto dedicado a pesquisas sobre o olfato e como os aromas influenciam no comportamento humano. Através de pesquisas, cientistas conseguiram definir com precisão esta relação de atração entre os seres vivos e os odores.

Assim como a música ou a foto nos evoca a memória, o perfume também pode fazer menção a uma época, pessoa, lugar ou emoção. Além dos apelos comerciais que remetem seu uso, ao método de atração e sedução.

“O cheiro é guardado para sempre em nossa memória, e creio que ele participa do jogo da sedução de várias maneiras. Um perfume pode nos deixar atraído pela pessoa, da mesma maneira que podemos nos atrair por um determinado perfume, por ser usado por alguém que gostamos”, esclarece Mazzini.

Famílias Olfativas

Mazzini explica ainda que todas as fragrâncias são compostas por três partes diferentes: nota de saída (ingredientes leves que evaporam facilmente), nota de corpo (fragrâncias principais que permanecem na pele quando o perfume seca) e nota de fundo (mais densas e duram mais tempo na pele).

“Sentimos o perfume pela evaporação: a divisão entre cabeça, corpo e fundo é, mais ou menos, a ordem de evaporação dos componentes do perfume”, explica Mazzini, por isso, é preciso esperar no mínimo duas horas de contato com o aroma para definir sua escolha.

A melhor maneira de escolher o perfume que mais combina com você é aplicá-lo na pele e ficar o dia todo com ele, observando o seu comportamento. “Como perfumista, mudo bastante de perfume; sempre sou cobaia do que estou fazendo e também tenho um perfume que estou sempre recriando, mudando algo e usando”, confessa Mazzini.

Para o especialista, apesar de não existir regras para o uso de perfumes, de modo geral, a primavera brasileira é quente, mas não a ponto de derreter como no verão. Assim, podemos usar perfumes leves, mas menos frescos como florais e amadeirados.

Eau Fraiche
Mais conhecido como água fresca ou
body splash, possui menor concentração
de fragrância (3%). Transmite sensação
de frescor e pode ser usado o dia
todo, porém com várias reaplicações,
por evaporar muito rápido. Ideal para
prática de esportes

 

Eau de Toillete e Eau de Parfum
Usado normalmente durante o dia, o
Eau de Toillete possui uma concentração
de fragrância entre 4 e 10%, mais
leve com relação ao Eau de Parfum,
com teor de 8 a 15%, e que devido à
sua intensa fragrância pode durar o
dia todo. Seu caráter marcante combina
com festas e eventos noturnos

Espaço Perfume Arte + História
Entrada gratuita
Rua Dr. Emílio Ribas, 110 –
bairro Perdizes – São Paulo – SP
De terça-feira a sábado, das 10h às 18h;
quinta-feira, das 12h às 18h; domingo, das
12h às18h (Última entrada em todos os
dias – 40 minutos antes do fechamento)
Mais informações:             (11) 2361-7728
Site de Renata: www.renataashcar.com.br

Ser Chique Sempre

Nunca o termo “chique” foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda.

Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é ser discreto.

Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.

É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É “desligar o radar”, “o telefone”, quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com “trocentas” plásticas do físico… quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo…falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em DEUS!!!!!!!!!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios… mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

GLÓRIA KALLIL

A vaidade na cor da estação

Dicas inspiradoras de especialistas indicam como a mulher brasileira pode ousar mais a cada estação na hora de se maquiar

Por Carolina Mendes

A temporada mais fria do ano está chegando e nada melhor do que estar preparada para o inverno com uma pele impecavelmente linda, com uma cobertura suave, deixando o brilho apenas para locais estratégicos.

Liberar a região T, formada pelo nariz, testa e queixo – que nessa época fica com efeito de pele seca – e abusar dos olhos e da boca vai ajudar neste trabalho. E prepare-se, pois a tendência para o inverno este ano vem bem democrática, atendendo os mais diferentes estilos e gostos.

Olhos

Para Marcos Costa, maquiador da Natura e autor do livro “Eu amo maquiagem” (Editora Jaboticaba), os olhos devem ser elaborados com cores frias como azul, preto, grafite e rosa.

“Os tons frios se misturam às cores cítricas para combinar com o nosso inverno tropical”. Entre as cores cítricas vale abusar do verde limão, azul, pink e o laranja.

Outra dica que o especialista da Natura apresenta é utilizar iluminador acima da maçã do rosto para ressaltar a delicadeza feminina, enquanto o blush vai conferir um ar saudável ao look, contrapondo com o poder de sensualidade que os olhos ou a boca demarcados podem transmitir.

Lábios hidratados

Para essa temporada os olhos deixaram de ser o único foco na hora de se maquiar e abrem espaço para que a boca também seja beneficiada com intensidade.

Ninho Marchini, maquiador da agência Molinos&Trein, explica que a saúde dos lábios faz toda a diferença no efeito final do batom: “Para que ele dure a noite toda é preciso estar atenta aos batons de longa duração, que são mais sequinhos e fixam mais a cor dos lábios; mas lembre-se de levar também o seu batom preferido para retocar de vez em quando, principalmente depois do beijo”.

 

Experimente usar uma cor nova, dando mais feminilidade aos seus lábios

Os lábios seguem com diversas cores, sendo eles vibrantes, nudes, vermelhos, vinhos, alaranjados ou rosas, variando de acordo com a personalidade de cada uma. “A tendência está aí para mostrar alternativas de moda; cabe à mulher escolher o que a deixa mais bonita e confiante. A maquiagem deve combinar antes de tudo com quem a está usando”, afirma Ninho.

O poderoso batom

O batom é um cosmético que tem o poder de renovar a energia psicológica da mulher, pois, além de sua finalidade primordial de realçar a aparência feminina, pode transformar o humor da usuária. Mas atenção para o uso do batom vermelho, pois ele traz certa responsabilidade. É uma cor que exige vigilância e manutenção constante; nada pior do que um batom vermelho desbotado ou borrado, afinal de contas ele sempre será o centro das atenções!

Este post também pode ser visto no Blog do Ninho: http://ninhomakeup.blogspot.com/2011/07/beleza-vaidade-na-cor-da-estacao-dicas.html

E no site da Revista Táxi Cultura: http://taxicultura.com.br/pages/modArt.php?modId=148