Minha Namorada

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“Se você quer ser minha namorada

Ai, que linda namorada

Você poderia ser

Se quiser ser somente minha

Exactamente essa coisinha

Essa coisa toda minha

Que ninguém mais pode ser

Você tem que me fazer um juramento

De só ter um pensamento

Ser só minha até morrer

E também de não perder esse jeitinho

De falar devagarzinho

Essas histórias de você

E de repente me fazer muito carinho

E chorar bem de mansinho

Sem ninguém saber porquê

E se mais do que minha namorada

Você quer ser minha amada

Minha amada, mas amada pra valer

Aquela amada pelo amor predestinada

Sem a qual a vida é nada

Sem a qual se quer morrer

Você tem que vir comigo

Em meu caminho

E talvez o meu caminho

Seja triste pra você

Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos

E os seus braços o meu ninho

No silêncio de depois

E você tem que ser a estrela derradeira

Minha amiga e companheira

No infinito de nós dois.”

Vinícius de Moraes

Unidos pela Música

Por Carolina Mendes

Eis que surge na década de 60, no auge das mobilizações e movimentos de contestação social uma nova era de jovens, cheios do espírito libertário, voltado para o antissocial aos olhos da massa conservadora, onde a cena underground encontra espaço para expressar sua arte resguardada, relacionando-se á produções musicais, artes plásticas, literatura ou qualquer forma de expressão artística da cultura urbana contemporânea.

Esta transformação de comportamento e atitudes retrata a realidade cotidiana da era Hippie que despontava na América Latina, na Europa e principalmente nos EUA, em consequência de um sentimento generalizado por grande parte dos jovens, principalmente da sociedade americana, que se encontravam afligidos após a Guerra do Vietnã (1961 a 1974). De 2.300.000 soldados que serviram o exército, 58.203 morreram e 303.635 voltaram feridos.

As pessoas buscavam por novos valores, buscando refugio de atitudes políticas pós guerra, caracterizados pela não violência e otimismo. “O rock era o canal que expressava esta ideologia, não só ‘Paz e Amor’, mas principalmente o sonho de uma nova sociedade livre, pacífica e igualitária, baseada em valores que ultrapassavam o velho sonho americano ‘material’ ”, explica Thomas Gruetzmacher, professor de produção de música eletrônica da Universidade Anhembi Morumbi.

Com o passar dos anos, esta busca incessante pelo prazer da música só tem aumentado ainda mais, subdividindo-se em “tribos” que raramente se misturam. A dança, no entanto, tem sido uma aliada dos jovens que exercitam o corpo e a alma de uma só vez, transmitindo estímulos positivos ao corpo humano.

Onde tudo começou

O marco histórico do movimento da contra cultura mais influente de todos os tempos foi concretizado com a realização do Festival de Woodstock, um grande festival ocorrido de 15 a 18 de agosto na cidade de Bethel, no Estado de Nova Iorque, em 1969. Grandes artistas foram convidados á participar desta crítica social, que consequentemente expandiu seu espaço na mídia, lançando modismos para época.

“Foi um momento de amplificação pioneira que exigiu uma nova engenharia, fato importante para história do áudio, onde muita coisa teve de ser improvisada, pois não eram esperados tantos espectadores”, explica Gruetzmacher. Originalmente, a pequena cidade estava predestinada a receber pouco mais de 186.000 pessoas, com o intuito de celebrar três dias de muita “Paz e Música”, mas as expectativas foram excedidas quando mais de 500.000 pessoas compareceram ao local, em busca de novas possibilidades.

Imensos congestionamentos provocaram o bloqueio da via expressa do Estado de Nova Iorque transformando eventualmente a área em estado de calamidade pública, devido às mínimas condições de saneamento, transporte, primeiros-socorros e um imprevisível temporal.

No mesmo ano em 6 de dezembro, os Rolling Stones apresentaram-se gratuitamente no “Altamont SpeedwayFree Festival”, na cidade de Altamont, no Estado da Califórnia, onde toda essa expectativa motivada pela geração Woodstock se perdeu e quatro pessoas foram mortas, num clima de violência nada pacífico. “John Lennon compôs nessa época a música ‘God’, em que repetia a frase ‘The dream is over’, e creio que não se referia apenas ao fim dos Beatles”, compara Gruetzmacher.

Enquanto isso no Brasil…

Enquanto essa febre dos festivais se concretizava por toda América Latina, o Brasil dava inicio ao primeiro Festival de Música Popular Brasileira, entre os anos de 1965 a 1985, revelando grandes compositores e interpretes como Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, entre outros.

O período ditatorial (1960 a 1970) marcado sob aspecto do autoritarismo e repressão em todos os departamentos culturais brasileiros era vigiado por meio de perseguição. Na música em especial surgem canções de cunho social e de protestos, que atingem grande parte da população.

Música grátis

Grandes ícones como Janis Joplin, The Band, Grateful Dead, Buddy Guy, entre outros artistas deram sequência a febre dos festivais nos anos 70 e realizaram o Festival Express, no qual atravessavam fronteiras até o Canadá apresentando mega concertos levando música de qualidade gratuitamente.

“O pensamento da contra cultura tinha o pensamento de que música deveria ser sempre de graça, já a sociedade de consumo atual comandada pelo establishment financeiro que domina o planeta engoliu esta iniciativa”, explica Gruetzmacher.

Isto porque esta geração contemporânea que chamamos de geração Y, acompanha este fluxo de informações que recebemos de geração em geração. Para a administradora Eline Kullock, especialista em estudos sobre a geração Y, e presidente do Grupo Foco, o efeito que o Woodstock causou na sociedade chamou muito a atenção porque até então não se tinha outras opções como hoje, que você lida com um leque de opções para se chamar a atenção de um jovem.

“Na realidade o que eles buscam é sempre o diferente pra criar sua identidade, se o jovem seguir tudo que já é estabelecido ele não estará criando uma personalidade própria, então tudo que for do gênero diferente ele vai se identificar e vai usar de alternativas”, explica Kullock, e completa, “então você não vai ter uma única concentração em sertanejo, em funk, em samba ou qualquer que seja o estilo musical, surgiu um gênero novo, que venha pra mostrar uma coisa nova, pode cair nas graças dessa juventude que ta procurando uma coisa nova na qual se identificar”.

Tecnologia na palma da mão

Esta autoridade tecnológica influenciada pelo uso da internet é marcada por profundas transformações. Thomas explica que a vida virtual diante de uma tela de computador absorve muito tempo e energia do usuário, os contatos que antes tinham de ser pessoais agora são através da rede, jovens solitários no seu quarto vivem a individualidade ao extremo, e a música é reflexo disto. “O software midi (Musical Instrument Digital Interface), comanda sons com o mouse, não sabem do prazer de interagir com outros músicos e mais do que isto, com pessoas em geral, esta autossuficiência individualista e solitária tem consequências em todos os aspectos comportamentais, refletindo na maneira de conduzir a existência”.

Por outro lado, esta comunicação global através da web conseguiu atingir outro patamar antes inimaginável, hoje as pessoas partilham uma livre troca de idéias, informações, torrentes, P2P, upload e download de forma ágil. A busca pela liberdade de ser diferente, que a geração dos 60 e 70 idealizava em grupo, presencialmente, hoje pode ser praticada individualmente. Sendo, “Solitários, porém solidários”, brinca Gruetzmacher.

Essa geração Woodstock, é hoje pais e mães da geração Y, portanto, trazem influencias da contracultura, um movimento que não requer qualquer tipo de liderança, seja dos seus pais, ou do seu chefe. Deste modo educam seus filhos de maneira muito menos severa que seus antepassados, em uma hierarquia menos rígida, dando mais poder a seus filhos.

Kullock avalia este comportamento de independência de forma abusiva como impresumível, pois conduz as pessoas a se isolarem da sociedade, “A criança de hoje aprende com pares, elas não precisam mais de pai ou professor para aprender, isso dá a ela certa ação de “In Power”, uma sensação maior de poder”.

Não é a toa que a campanha do Obama “Yes I Can”, foi simplesmente baseada no conceito de dar poder as pessoas, dando a sensação de que no mundo globalizado se pode tudo. “Estes Baby Boomers (filhos da Segunda Guerra Mundial,que ocasionou em uma explosão populacional), dão a sensação de uma pirâmide invertida, onde os filhos têm maior influencia nos seus pais, decidindo locais onde querem ir, e se querem ir, ninguém quer ser velho no século 21, onde as não se vê mulheres de cabelo branco, a terceira idade passou a ser chamada de melhor idade, não se tem loja para terceira idade, o negócio é ser jovem”, afirma a administradora.

Ideais confundidos com o entretenimento

Burn in Noise

“A música hoje na vida de um jovem que recebe uma carga muito grande de informações ao mesmo tempo, faz com que ele se esqueça de seus ideais, que, às vezes, eles não sabem nem quais são”. No entanto, eles buscam pelo prazer imediato, encontrado nas festas. “Eles não aguentam esperar pelo prazer futuro, é uma coisa que pra ele vai ser muito importante agora”, afirma Kullock.

Por outro lado, para o organizador de grandes shows, Ricardo Dallal, da FreePass Entertainment, o jovem que vai a um show ou festival, não busca apenas o entretenimento instantâneo, ele busca entretenimento social, algo que dure após o show. “Eles saem de casa em busca de relações humanas reais, que começam desde o momento em que o show é anunciado, os fãs buscam contato com outros fãs, e após o termino eles continuam conectados através das novas tecnologias”.

Goa trance

Na década de 1980 surge um novo estilo, originário da Índia, semelhante ao hippie que atrai viajantes, buscadores espirituais e inúmeras pessoas ligadas a manifestações de contra cultura, munidos de conhecimento técnico de produções eletrônicas.

Esta sonoridade oriental era associada a mantras indianos, assimilando a harmonia com ambientes naturais e ao ar livre.  Remetendo a ideia de que o Goa Trance nada mais era do que a fusão do velho rock´n roll ás batidas hipnóticas da música eletrônica.

Geralmente eventos como este, hoje em dia, acontecem isolados do contexto urbano cotidiano, isto inclui inclusive a ausência de sinais de linhas celulares, permitindo a imersão profunda e desligamento das questões corriqueiras, principalmente ligados a problemas do dia-a-dia.

A profundidade da convivência é uma das características mais marcantes e presentes dentro dos festivais trance. “Há necessidades humanas para as quais apenas o contato humano profundo e de qualidade traz em si a possibilidade de cura”, explica Angélica Pinotti, especialista em terapia holística, que tende a abordar o problema a ser tratado como um todo, não apenas como uma visão especializada, sendo assim, acredita-se que os elementos emocional, mental, espiritual e físico de cada pessoa formam um único sistema.

Esta livre opção fica disponível de dia e de noite, permitindo a quebra de frequência, especialmente a ligada a compromissos com horários mecânicos, como o relógio, permitindo um exercício de manifestação do livre arbítrio.

Dessa forma, os mais experientes acolhem os neófilos (que vão à festa pela primeira vez) e o direcionam a conviverem em busca do bem estar, gerando estar mais harmônico o possível consigo, com o meio e com o ambiente, para que essa sua própria postura possa se reverter em benefício de si próprio, gerando um clima capaz de suportar experiências prazerosas e enriquecedoras, segundo relatos do público dos festivais.

Nasce então uma nova religiosidade, centrada na interação harmônica de cada um consigo, com o meio e com o outro, multifocal, considerando todos os níveis e dimensões do ser, sem sacerdotes, no qual o maior mestre é o corpo. Sendo assim, o ar representa o espírito; o fogo a mente; a água os sentimentos e a terra o corpo físico.

O Festival Trance é hoje um fenômeno de ocorrência e crescimento mundial, que move e desloca pessoas de localidades distintas para seu seio, quer seja de cidades, estados e até mesmo de países distintos onde ocorre. O calendário brasileiro presume que até o final do ano ocorra 9 festivais, que acontecem nas cidades de Rio Claro, Itu, Sarapuí – SP, Belo Horizonte e Andradas – MG, Porto Alegre – RS e Curitiba – PR.

Universo Paralello - 10 anos

A Earth Dance, por exemplo, realizada dia 2 de outubro, em Porto Alegre, é uma festa que acontece em vários países ao mesmo tempo, sendo que em determinado momento, por um arranjo previamente definido, em todos os lugares e países onde ela está ocorrendo, a mesma música é tocada, representando uma única manifestação do ser humano dentro do Planeta Terra.

É uma das poucas manifestações de vivência da espécie humana existente que une pessoas independente de sua origem relacionada a país, raça, credo ou qualquer outro tipo de classificação. Deste modo não apenas o deslocamento físico costuma ser grande, mas também a mobilização energética que envolve todo o ser. A sonoridade do trance vai profundamente ao campo da vibração, além da razão e da emoção.

“Meu primeiro festival foi desses pequenos feitos por amigos de amigos para reunir toda galera no reveillon de 2005/2006, daí na sequencia do carnaval de 2006 já fui para o Trance Formation próximo á Pirinópolis em Goiás, em dezembro do mesmo ano fui para meu primeiro ‘Universo Paralello’ e desde então nunca mais parei e não pretendo parar, já tenho uma lista de festivais que quero ir até 2013”, conta Soraia Massi, a agente de viajens, que a 6 anos frequenta festivais trance.

Praia, sombra e água fresca

Atualmente um dos maiores festivais trance do mundo, o Universo Paralello, acontece na Bahia, lá o público alternativo desfruta de uma gama de entretenimentos durante 8 dias com camping a beira mar, 7 dias de música distribuídos em 4 palcos, atividades artísticas e culturais promovidas pela equipe “Circulou”, que também conta com  atividades infantis monitoradas pela equipe “Circulinho”; terapias holísticas; feira mix, onde se encontra desde roupas á acessórios produzidos por artistas locais; lanchonetes; aspersões refrescantes na pista principal; atendimento médico 24hs e chuveiros com água tratada.

Além dos serviços pagos oferecidos à parte como o estacionamento, transporte da portaria ao camping, overland (serviço de camping especializado), bares e atendimento on-line com as agências de turismo através da internet.

Durante os dias de realização do festival são apresentados cerca de 1200 artistas de todo o mundo, além do contato direto com a comunidade indígena que habita no local durante todo o resto do ano.
Este ano as organizações do UP CREW, junto a Prefeitura de Ituberá – BA, irá oferecer na sua 11ª edição, entre os dias, 28 de dezembro á 3 de Janeiro, 2 km de praia, 100 mil metros quadrados de área sombreada e água a vontade, cercados de belezas naturais.

“A intenção do festival somado á seleção de artistas renomados, com certeza é um diferencial para o público, e o mais interessante é que os nomes mais pops do festival apresentam sempre seu lado mais alternativo, havendo uma grande troca entre o público e o artista”, afirma Juarez Petrillo, um dos idealizadores das organizações UP CREW.

“Num festival consigo unir tudo que mais amo em uma viagem só: boa música, paisagens únicas, amizades eternas. Me sinto em casa num festival. Acho lindo demais toda a magia que envolve a todos no antes, durante e após um festival”, afirma Massi.

Benfeitoria musical

O ser humano que consegue extrair conteúdo das músicas que ouve transmite alegria no seu convívio, isto porque segundo a Kullock, dançar, gingar ou fazer qualquer movimento é essencial para o desenvolvimento humano. “Buscando o que você gosta, você exercita o corpo e a mente, transmitindo estímulos positivos para o corpo”, explica.

O mesmo acontece com a geração Z, nascida em meados dos anos 90, que vivenciam a multiplicidade de informação desde o nascimento, portanto, são influenciados por percepções ecológicas, sendo mais preocupados com o meio ambiente que as gerações anteriores, buscando locais que vão de encontro com seus ideais.

Uma das maiores preocupações das organizações UP CREW este ano é preparar e adaptar o local escolhido não somente para agradar o interesse musical do público, mas em oferecer também uma grande preocupação com o meio ambiente. “Este ano seremos avaliados pelo Green Awards, o selo de qualidade que avalia eventos que respeitam a questão ecológica pelo mundo todo. Trabalhar em harmonia com a natureza e fundamental para o festival”, completa Petrillo.

“Eu acredito em uma ideologia que envolve no meu estilo de vida a paixão pela música e de todos os envolvidos, na atenção dos organizadores em proporcionar um evento sempre cheio de muito simbolismo onde cada um pode interpretar de acordo com o que procura naquele momento em sua vida curtindo da melhor forma possível em total harmonia com a natureza”, Massi.

No entanto há organizações que faz pouco caso, apontando a temática envolvida como apenas alvo para atrair patrocinadores, e creem não surtir efeito significativo na sociedade após o término do evento. “Não tratamos o público com indiferença colocando temáticas sociais e conscientizadoras, isto é hipocrisia, é tratar o público como se ele não soubesse o que é certo e errado hoje em dia”, afirma Dallal.

Para Diérika Sobral, que frequenta festivais trance a 4 anos, estar em contato com a natureza é algo muito gratificante, pois foge do seu cotidiano atarefado na capital paulista. “A cada novo encontro consigo absorver algo de especial que vai além do contato pessoal, as oficinas ecológicas mudaram o meu modo de pensar, hoje tenho muito mais respeito com o Planeta Terra”.

Haight-Ashbury

Uma das esquinas mais hippies do mundo está localizada em São Francisco, na Califórnia, entre as ruas Haight e Ashbury, popularmente chamado de “The Haight”.

Esta área de imóveis e alugueis baratos foi povoada nos anos 60 com fama internacional do paraíso dos drogados, e habitat natural de músicos e grupos do rock´nroll psicodélico, e também como uma porta de entrada para o teatro de rua e todo tipo de cultura underground.

Ainda hoje é realizada a “Feira de Rua Haight-Ashbury”, onde a rua é fechada por dois palcos todo segundo domingo de junho para a realização de um mega evento bastante freqüentado e populoso, mantendo o ar característico boêmio.

Ser Chique Sempre

Nunca o termo “chique” foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda.

Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é ser discreto.

Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.

É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É “desligar o radar”, “o telefone”, quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com “trocentas” plásticas do físico… quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo…falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em DEUS!!!!!!!!!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios… mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

GLÓRIA KALLIL

E aquela famosa luz no fim do túnel

Por Carol Mendes

Faz algum tempo não dou o ar da graça no meu cantinho onde tudo posso. Por muitas vezes me pego com uma imensa vontade de libertar umas ideias da caxola, mas infelizmente não pensei que um dia pudesse dizer isso, mas não tenho tempo pra mais nada, 24 horas tem sido pouco para o meu dia. Como me encantaria colocar em prática tudo que se passa pela minha cabeça, planos não faltam, as ideias andam férteis, pensamentos que atropelam pensamentos, um turbilhão de emoções que vão e vem, chega até a dar choque quando uma boa ideia vai de encontro com uma não tão boa ideia, pois é, vira uma confusão danada, que as vezes somente Carol Mendes mesmo pra entender, e se é que ela entende…

Um dia me disseram que sempre quando acontecerem 3 coisas ruins, pelo menos uma boa aconteceria. Pois eu aguardo ansiosamente por ela!!!!!

Na semana passada me ligaram de uma clinica estética dizendo que eu havia ganhado uma massagem relaxante, pensei: será que eu uso meu único dia de folga da semana que vem pra curtir algo novo? Tudo ia bem, na mais divina paz, mas também não hesitei em negar e sim topei o presente que vinha de uma indicação de um amigo, e reservei um horário. Mal sabia eu que um dia antes do grande dia eu receberia uma noticia não tão agradável, a dispensa de um emprego! Não tão agradável o @#$%¨&*, péssima noticia pra quem tem uma par de contas pra pagar no final do mês. Mas enfim, esses dias um dia chegam, e não te mandam aviso prévio.

Eu nunca fui lá aquelas choronas que lamentam o leite derramado, ou que vivem chorando as pitangas, mas não é lá uma noticia pra se celebrar. No dia seguinte, acordo já recuperada e super animada para a massagem, nunca pensei que ela seria tão bem vinda. Visto aquela roupa de levantar o astral, batom nos lábios pra dar aquele up, perfume importado pra eu me sentir desejada e “rycah y fynah” e lá vou eu pra mais um dia de estágio. Penso hora pós hora na tão aguardada massagem que me havia aparecido de bandeja, e as horas pareciam não colaborar, não passavam de jeito nenhum. Mas uma hora haveria de chegar e eu fui paciente quanto a isso, afinal de contas de que me adiantaria querer correr contra o relógio, nada mais poderia dar errado, uma massagem é uma massagem, e ela tem como por obrigação te relaxar.

Era o que eu pensava, quando me estressei por uma hora  no trânsito de São Bernardo ao começinhooo de Santo André, e atrasei 20 minutos do horário combinado. Ao me deparar com a moça da recepção logo imaginei o que ela diria, que eu estava atrasada, se não podia voltar outro dia, mas eu já tinha meus argumentos na ponta da lingua, e quando ela realmente disse o que eu imaginava eu não só não acreditei como soltei aquele.. OUTRO DIA??!!!! Eu com toda aquela expectativa de refúgio para aliviar um pouco do meu stress acumulado e ela me pede pra voltar outro dia??? Eu sei que ela estava fazendo o trabalho dela, e que a massagem grátis duraria somente meia hora, afinal de contas é uma demostração, e que eu atrasaria a próxima felizarda, mas…

“Eu preciso dessa massagem HOJE moça, você não ta entendendo!” , e após tantas explicações ela afinal de contas entendeu o que eu estava dizendo sem eu precisar desenhar, e resolveu verificar com a próxima cliente se ela realmente viria. Imediatamente meus dedos se voltaram para tras do meu corpo como se automaticamente fizessem figas, sem o meu comando.

E não é que deu certo???? A próxima cliente tinha esquecido !!!!!

Senti como se alguém muito poderoso, capaz de mover montanhas estivesse ao meu lado, me confortando das dificuldades e me presenteando com bons momentos, mesmo eu nunca aprendendo a chegar no horário ou por vezes desconfiando da sua capacidade de existência. Meus passos são devidamente calculados, e eu confio nos caminhos tortos que Ele me mete.

Entrei na sala de massagem, pequena, aconchegante, com meia luz, um som ambiente que me transmitia uma paz de espirito, e senti como se tudo estivesse em perfeita harmonia, exatamente como eu esperava. Me despi por completo e deitei de bruço na maca como me haviam indicado. Logo fixei uma ideia que estampava a parede branca da sala: MUDE DE OPINIÃO: PENSE EM NOVAS POSSIBILIDADES. E do outro lado dizia: Chore com vontade, viva a vida, viaje muito!

Eu pensei em relaxar o corpo e quando me dei conta, estava relaxada por completa, de corpo e mente. Quando me deparei com aquelas palavras na parede parei pra pensar na imensidão de outras coisas no qual tenho me planejado a anos e nunca me dou conta do quanto elas me são importantes, e eu as ignoro.

Eu amo escrever, é algo que me dá prazer. E buscar algo que te desestresse é uma  prática diária consigo mesma, ninguem te ensina. As vezes o que é divertido pra você, pode não ser pra mim. É errando que se aprende, não foi isso que nos ensinaram a vida inteira? Pois bem, nunca se esqueça disso. Faça o que te alegra, ninguem vai pensar mais em você do que você mesma. Atente-se a detalhes do dia a dia, ás vezes o Cara lá de cima tem algo importante pra te dizer que pode mudar o rumo das coisas. Saia um pouco da rotina, da companhia dos seus amigos, da sua familia ou de quem quer que seja, escute no seu interior o que Ele tem a dizer. Sabe aquela famosa luz no fim do túnel? Sim ela existe, eu garanto !!

Férias pra que te quero

Já diria Mastercard, têm certas coisas que o dinheiro não compra…

Mas quem sou eu pra falar de dinheiro em uma hora dessas, fim de férias, chegou a hora de olhar para o relógio e reprogramar a outra metade do ano que ainda resta.

Segundo os romanos, “Férias” significava o dia em que não se trabalhava por prescrição religiosa. Hoje em dia espera-se loucamente por um mês de folgas merecidas, nem que seja para não fazer nada.

Sabe todos aqueles filmes que vc ainda não assistiu? Bem, eu assisti e vou indicar os melhores…

(Alice no país das maravilhas, Guerra de Titãs, Os Normais 2, Preciosa, Shrek 3- Para Sempre, A Proposta, Transformers 1 e 2, Guerra ao Terror, Dia dos namorados macabro, Ta rindo de que?, Operação Valkiria, Premonição 4, Eclipse, Inimigos públicos, Uma noite fora de série, Amélia… )

Sabe todas aquelas cervejinhas que eu deixei de tomar com meus amigos para trabalhar todo final de semana?? Pois é… eu também tomei!

E aquelas comidas com tempero mineiro que vivem tentando imitar por aí?? Pois bem, se eu aprendi eu não sei, mas que eu comi eu comi bem!rs

Sem contar os doces, os morangos com chocolate e leite condensado que foram devorados, a torta paulista foi preciso esconder para não acabar em 5 minutos, e aquele doce de maracujá com creme de leite..  e o de doce de leite então é de dar água na bocaaaaa!!!!

Bem, a copa acabou antes do que esperávamos, mas a festa verde amarela continuou, sinceramente confesso que não botei muita fé que o Brasil iria ganhar desde o inicio. Me empolguei mais com a Shakira dançando “Waka Waka” do que com o Kaká desfilando em meio de campo.

E o goleiro sangue frio?? A atriz queridinha presa por uso indevido de álcool, minha nossa quantos acontecimentos em tão pouco tempo longe de tudo, eu realmente me desliguei…

E digo que depois de todos esses dias eu me sinto um tanto quanto bem, obrigada! Eu diria que estou em um período tão favorável a mim mesma que sei que esta mais do que na hora de compartilhar este conforto emocional com vcs,  aí essa sensação de bem estar e harmonia…

Afinal de contas férias são férias, e só de começar a programar cada uma delas já me dá aquele frio na barriga, aquela felicidade que não se sabe o pq, nem o motivo, enfim não se sabe nem se realmente as tão esperadas férias sairão como planejado mas enfim sempre saem perfeitas…

Estou de volta, é hora de remomeçar… believe!

 

Carol Mendes

Ter ou não ter um namorado

por Carlos Drummond de Andrade

Quem não tem namorado é alguém que tirou ferias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrimas, nuvem, quindim, brasa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é difícil, mas namorado mesmo, é muito difícil.

Não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega perto dele treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parrida, decidida ou bandoleira: Basta um olhar de compreensão ou mesmo de afeição.

Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem 3 pretendentes, 2 paqueras, 1 envolvimento e 2 amantes, mesmo assim pode não ter nenhum namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, de cinema depois das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete de lagartixa e quem ama sem alegria.

Namorado não é apenas quem faz pactos com a infelicidade, é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius, Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada, de ânsia de viajar junto para a Escócia, Europa, Oriente ou mesmo de metro,
bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra juntos, quem não gosta de falar do próprio amor, nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não descobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, luas de manhã ou musical da Metro. Quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.

Quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou no meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais; quem
ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações, quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele, quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz; quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se voce não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita, passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com flores, com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração acelerado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com o gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos. Beba licor de contos de fadas. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.

Enlouqueça!

Dia Internacional do Beijo

Devido ao Dia Internacional do Beijo venho com mais um post esta semana, contemplando a delicia que é… o beijo!

Porque o primeiro beijo a gente nunca esquece… e é através dele que dizem os especialistas que vem a primeira avaliação se o parceiro ou parceira é bom de cama. Afinal é uma as preliminares mais importantes antes do ato sexual.

Quem nunca caprichou em um daqueles beijos de cinema??

Pois saiba que existem mais de 484 tipos de beijos, a nossa capacidade de sonhar nos faz viajar todo o planeta sem levantar do sofá..

O livro de Pedro Paulo Carneiro – Dossiê do Beijo é uma verdadeira bíblia sobre o ato de beijar. Segue abaixo os beijos mais estranhos para você tentar praticar:

Beijo musical – Os lábios não se tocam. Uma boca sopra o ar na outra boca com cuidado, que controla as notas abrindo e fechando os lábios. Este tipo de beijo era muito utilizado na era hippie, principalmente nos Estados Unidos.

Beijo gelo – A introdução de alimentos ou outros objetos durante o beijo é uma forma bem interessante de variar. Neste caso específico, a diferença rápida de temperatura eleva o poder sensual do beijo.

Beijo Blade Runner – É o beijo que marca. A pessoa beijada ficará sentindo o Iatejar de seu beijo em sua boca durante pelo menos cinco dias, já que a pressão de seus lábios feriu sua gengiva e a dor foi anestesiada pelo roçar de sua língua.

Beijo Branca de Neve – Clássico beijo de vida, baseado na origem do beijo, quando as mães mastigavam os alimentos com a boca e depositavam na boca de seus filhos. É um beijo doce, que pode e deve ser dado a qualquer momento.

Beijo escorregadio – “Esta boca costuma escorregar pelo rosto, da testa até atingir os lábios. Gosto de chamá-los de ‘Beijo dos Extremos’. Ou são extremamente ingênuos ou são profundamente sensuais”, diz Pedro Paulo.

Curiosidades

* 29 músculos são ativados em um beijo apaixonado

* o coração dispara, podendo passar de 70 para 150 batimentos por minuto

* o corpo se aquece queimando até 15 calorias

* a pressão arterial sobe

* são trocadas 250 bactérias junto com a saliva

* os resíduos da sua saliva permanecem por três dias na boca de quem você beijou anteriormente

* uma pessoa troca, em média, 24 mil beijos (de todos os tipos, dos maternais aos apaixonados e até roubados) ao longo de sua vida

* segundo pesquisadores norte-americanos, a saliva que se troca em um beijo “profundo” facilita a digestão e tem efeitos benéficos sobre as defesas do organismo

* beijar acalma, já que o nível de serotonina no cérebro (substância neurotransmissora que dá a sensação de euforia e relaxamento) aumenta nessa hora.

Contudo, já disseram que a vantagem de ser otimista é sofrer apenas no final da história, não é?

Pois eu não me importo com isso, já que realmente eu sempre desejo o melhor para quem quer que seja, e isso me será retribuido de alguma forma..

Até porque sorriso e alegria são contagiantes…

Muitos beijos pra vcs!!!!

Carol Mendes